sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O Pequeno Príncipe

Fiquei muito na dúvida sobre qual livro falar aqui, porque todos (ou quase!) os que eu queria ler resolveram ficar disponíveis juntos e agora estou com a sensação de nunca ter lido tanto e tão rápido na minha vida. Mas enfim, O Pequeno Príncipe nunca foi um livro que eu tenha desejado, acabei por acaso encontrando ele na biblioteca da escola, lembrei de algumas frases que já havia lido por aí e resolvi pegar. À primeira vista, achei que seria meio infantil e sem conteúdo, principalmente por conter desenhos. 
Após ler ele em 2 dias, fiquei com vontade de reler e ler mais uma vez, só pra não esquecer os ensinamentos e detalhes que transbordam dele. Segundo alguns sites que visitei, O Pequeno Príncipe é o terceiro livro mais vendido do mundo, traduzido em mais de 220 línguas, foi escrito em 1944 (a edição que eu li é de 1973) e duvido muito que as pessoas que tenham lido, crianças ou adultos, se arrependam! 

  
"O narrador recorda-se do seu primeiro desenho de criança, tentativa frustrada de os adultos entender o mundo infantil ou o mundo das pessoas de alma pura. Quando cresceu, testava o grau de lucidez das pessoas, mostrando-lhes o desenho e todas respondiam a mesma coisa. Por causa disto, viveu sem amigos com os quais pudesse realmente conversar. Pelas decepções com os desenhos, escolhera a profissão de Piloto e, em certo dia, houve uma pane em seu avião, vindo a cair no Deserto de Saara. Na primeira noite, ele adormeceu sobre a areia. Ao despertar do dia, uma voz estranha o acordou, pedindo para que ele desenhasse um carneiro. Era um pedacinho de gente, um rapazinho de cabelos dourados, o Pequeno Príncipe. Depois de várias tentativas, teve a idéia de desenhá-lo dentro de uma caixa. Para surpresa do narrador, o Pequeno aceitou o desenho. Foi deste modo que o narrador travou conhecimentos com o Pequeno Príncipe. Ele contou-lhe que viera de um planeta, do qual o narrador imaginou ser o asteróide B612. O pequeno Planeta era do tamanho de uma casa. O Pequeno Príncipe contou o drama que ele vivia, em seu Planeta, com o baobá, árvore que cresce muito; por este motivo, ele precisava de um carneiro para comer os baobás enquanto eram pequenos. Através do Pequeno Príncipe, o narrador aprendeu a dar valor às pequenas coisas do dia-a-dia; admirar o pôr-do-sol, apreciar a beleza de uma flor, contemplar as estrelas… O Príncipe conta-lhe as suas aventuras em vários outros planetas; No oitavo dia da pane, o narrador havia bebido o último gole de água e, por este motivo, caminharam até que encontraram um poço. Este poço era perto do local onde o Pequeno Príncipe teria que voltar ao seu planeta. A partida dele seria no dia seguinte, o narrador ficou triste, ao saber disto, porque tomara afeição ao Pequeno. O Príncipe lhe disse para que não sofresse, quando constatasse que o corpo dele estivesse inerte, afirmando que devemos saber olhar além das simples aparências. Não havia outra forma de ele viajar, pois o seu corpo, no estado em que se encontrava, era muito pesado. Precisava da picada para que se tornasse mais leve. Chegado o momento do encontro com a serpente, o Pequeno Príncipe não gritou. Aceitou corajosamente o seu destino. Tombou como uma árvore tomba. E assim, voltou para o seu planeta, enfim. O narrador, dias mais tarde, conseguiu se salvar, sentindo-se consolado porque sabia que o Pequeno Príncipe havia voltado para o planeta dele, pois ao raiar do dia seguinte à picada, o corpo do Pequeno não estava mais no local. Hoje, ao olhar as estrelas, o narrador sorri, lembrando-se do seu grande Pequeno amigo."  
Mesmo depois de tudo isso, eu ainda queria ter falado mais, hahaha
Pra quem ainda não leu, eu super recomendo. E se você já leu, compartilhe com a gente o que achou! 
D.

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